Preço da gasolina cai R$ 0,10 e frentistas têm expectativa de novas baixas

Após sucessivas reduções no preço dos combustíveis vendidos às refinarias, anunciadas pela Petrobras, os consumidores de Campo Grande começam a perceber alguma diferença nas bombas. Ainda assim, a mudança não é generalizada.

“Essa redução já estava prevista, e deve haver mais. Não sabemos exatamente quando, mas pode ser de R$ 0,07 a R$ 0,10 também. Com a queda, o movimento aumentou de 30% a 40%”, relatou o frentista.

Apesar da expectativa de continuidade na queda, não há consenso entre os postos. Joyce Sol, de 47 anos, que trabalha em uma unidade da Petrobras, disse que neste sábado (19) o preço da gasolina caiu de R$ 5,65 para R$ 5,59, e neste domingo foi a vez do etanol, de R$ 3,65 para R$ 3,59. “Por enquanto, não deve haver nova redução nesta semana, mas os clientes já perceberam e comentam a diferença”, afirmou.

Danilo Mendes, de 22 anos, frentista em um posto da bandeira Atem, informou que não há previsão de queda na gasolina. No local, a única redução feita foi no diesel, de R$ 3,74 para R$ 3,69, e por decisão da própria gerência, sem relação direta com as reduções das refinarias.

Nos postos visitados pela reportagem, a gasolina variava entre R$ 5,66 e R$ 5,79; o diesel, entre R$ 5,75 e R$ 5,99; e o etanol, entre R$ 3,65 e R$ 3,79.

No início do mês, o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul) afirmou acreditar que os repasses aos consumidores estavam sendo feitos, destacando que Campo Grande tem um dos menores preços médios do país. O sindicato também ressaltou que não tem autoridade para interferir nos reajustes, sejam eles de aumento ou redução.

“No Brasil, os preços seguem o modelo de mercado livre, e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) proíbe qualquer tipo de coordenação de preços”, explicou o sindicato.

Ainda assim, a AGU (Advocacia-Geral da União) solicitou, no início do mês, a abertura de uma investigação para apurar possíveis indícios de que distribuidoras e postos estariam retendo os repasses das quedas nos preços das refinarias, obtendo lucro com a diferença.

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