Economia Fora Da Caixa – Dívida Pública chega a 260% do PIB. E agora?

Albertino Ribeiro – Tenho certeza que muitos só irão ler o título deste artigo e vão deduzir erroneamente que estamos a falar do Brasil. Já estou até imaginando os protestos de rodapé: “Governo gastador”; “tinha que ser o PT etc…” Mas o fulcro deste artigo não é o Brasil; o país com essa dívida pública imensa e considerado o país mais endividado do mundo é o Japão. Isso mesmo!

A pergunta que precisa ser feita e respondida é por que o Brasil com uma dívida cerca de 80% PIB sofre duras críticas da Faria Lima, e o Japão com uma dívida 3 vezes maior não é um risco pra ninguém? Qual a lógica disso? Ante de responder, considero importante explicar que o orçamento de um país não é igual ao orçamento de uma família, como costumeiramente é propalado pela mídia e pela Faria Lima. Muito pelo contrário, não existe país desenvolvido que não gaste mais do que arrecada. “É mesmo, Albertino? Não sabia.” Pois é; continue comigo…

Um país tem compromissos urgentes que não podem esperar décadas para serem realizados e pagos. Existem obras e investimentos que o setor privado não faz, pois o custo é muito alto e o retorno demorado, é o caso de grandes obras de infraestrutura, por exemplo, e até mesmo pesquisas científicas espaciais, caso de países como EUA, Rússia e China. Podemos citar ainda os gastos que a maioria dos países tiveram com a pandemia da COVID 19. Entendeu?

Por seu turno, o Japão tem problemas específicos que exigem um alto gasto por parte do governo; o país quase sempre é desafiado por catástrofe naturais como terremotos e tsunâmis; sua população é longeva e não gosta de consumir, preferindo poupar dinheiro para não ficar desamparada na velhice. Essas circunstâncias levam o Estado Japonês a emitir moeda para tentar manter a economia minimamente aquecida.

Segundo especialistas, a maioria da dívida do Japão é interna, ou seja, é na sua própria moeda. Desta forma, não há risco de moratória, pois nenhum país quebra na sua própria moeda. Ademais, a credibilidade que o governo Japonês possui junto aos credores, permite que ele pratique uma taxa de juros baixa ou, até mesmo, negativa. Atualmente a taxa de juros na terra do Sol nascente está em 0,5% ao ano, um valor muito pequeno que possibilita a rolagem da dívida sem muitos problemas.

No caso brasileiro, os juros de 15% ao ano impossibilitam uma rolagem da dívida por muito tempo, pois ela explodiria. Contudo, devemos fazer outra pergunta: Por que o Brasil tem uma taxa de juros tão alta se também a maior parte da dívida pública, a exemplo do Japão, também é interna? Apenas 4,5% do estoque da dívida brasileira é externa; não há risco de calote. Se não há esse risco, por que então pratica-se a lógica do mau pagador ao Brasil?

Um país tem compromissos urgentes que não podem esperar décadas para serem realizados e pagos. Existem obras e investimentos que o setor privado não faz, pois o custo é muito alto e o retorno demorado, é o caso de grandes obras de infraestrutura, por exemplo, e até mesmo pesquisas científicas espaciais, caso de países como EUA, Rússia e China. Podemos citar ainda os gastos que a maioria dos países tiveram com a pandemia da COVID 19. Entendeu?

Por seu turno, o Japão tem problemas específicos que exigem um alto gasto por parte do governo; o país quase sempre é desafiado por catástrofe naturais como terremotos e tsunâmis; sua população é longeva e não gosta de consumir, preferindo poupar dinheiro para não ficar desamparada na velhice. Essas circunstâncias levam o Estado Japonês a emitir moeda para tentar manter a economia minimamente aquecida.

Segundo especialistas, a maioria da dívida do Japão é interna, ou seja, é na sua própria moeda. Desta forma, não há risco de moratória, pois nenhum país quebra na sua própria moeda. Ademais, a credibilidade que o governo Japonês possui junto aos credores, permite que ele pratique uma taxa de juros baixa ou, até mesmo, negativa. Atualmente a taxa de juros na terra do Sol nascente está em 0,5% ao ano, um valor muito pequeno que possibilita a rolagem da dívida sem muitos problemas.

No caso brasileiro, os juros de 15% ao ano impossibilitam uma rolagem da dívida por muito tempo, pois ela explodiria. Contudo, devemos fazer outra pergunta: Por que o Brasil tem uma taxa de juros tão alta se também a maior parte da dívida pública, a exemplo do Japão, também é interna? Apenas 4,5% do estoque da dívida brasileira é externa; não há risco de calote. Se não há esse risco, por que então pratica-se a lógica do mau pagador ao Brasil?

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