
Com direito a tapume de esperança e fachada de campanha, a tão falada revitalização da antiga rodoviária de Campo Grande virou símbolo oficial da enrolação institucionalizada. Prometida para junho de 2023, a obra já foi adiada pela terceira vez pela gestão Adriane Lopes, que agora garante, com o mesmo entusiasmo de sempre, que entrega até o fim deste ano. Enquanto isso, R$ 16,5 milhões seguem soterrados em 56% de estrutura ainda inacabada, sem que a falta de recursos tenha sido usada como desculpa sequer uma vez. Aparentemente, a obra anda no mesmo ritmo da indignação da prefeita: lenta, tímida e sempre esperando o próximo “ajuste”. Se continuar assim, o Terminal Heitor Laburu corre o risco de ser rebatizado como Memorial da Incompetência Pública.