Tereza sobe no muro e leva pedrada dos dois lados

Ao propor apenas a anistia a Bolsonaro e ignorar o impeachment de Alexandre de Moraes, a senadora Tereza Cristina (PP) conseguiu o feito raro de desagradar tanto a esquerda quanto a direita, sendo criticada por quem quer punição e também por quem quer vingança. Tentando posar de pacificadora, terminou como equilibrista sem rede: de um lado, é acusada de passar pano para golpistas; do outro, de trair o bolsonarismo raiz. E o discurso de “paz e bem-estar” fica ainda mais irônico quando lembramos que a mesma senadora endossou a ocupação das mesas do Congresso pelos aliados do extremismo, num espetáculo de desespero minoritário travestido de resistência. Se esse é o tal “primeiro passo” que ela defende, talvez o Brasil esteja caminhando para trás com salto alto.

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