TCE-MS fecha as portas para a inclusão

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul decidiu que cotas raciais não cabem em seus concursos porque a lei não o “obriga”. É curioso como uma Corte que vive de cobrar moralidade, equidade e transparência dos outros encontra sempre um jeitinho para se isentar quando o assunto é inclusão. Enquanto distribui salários de R$ 112,5 mil, o TCE demonstra que, quando se trata de abrir as portas para negros e indígenas, prefere manter o edital blindado pelo formalismo da lei. Afinal, no Brasil da esperteza institucional, a igualdade só entra em pauta quando não mexe no privilégio de quem já está dentro.

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