
Enquanto a população de Campo Grande engole aumentos abusivos no IPTU, documentos e declarações oficiais escancaram que a mansão ocupada pela prefeita Adriane Lopes e pelo marido Lídio Lopes escapa do imposto cheio graças a um detalhe nada inocente, a construção jamais foi averbada. O resultado é um IPTU cobrado apenas sobre o terreno, apesar de a família viver confortavelmente em um imóvel erguido sobre duas áreas unificadas no Carandá Bosque III, um dos bairros mais nobres da Capital. A prática, considerada sonegação fiscal, é confirmada pelas próprias declarações do casal, já que a prefeita não declarou imóvel algum ao TSE e o deputado informou apenas um terreno antigo, sem qualquer casa. Assim, enquanto o contribuinte comum paga a conta inflada, a chefe do Executivo administra a cidade cobrando rigor dos outros e praticando generosidade consigo mesma.