Senta que o gasto é alto

Enquanto o cidadão enfrenta filas na saúde, escolas sucateadas e insegurança crescente, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul decidiu priorizar o essencial: poltronas de luxo que custam até R$ 5 mil cada, somando a bagatela de R$ 128 mil aos cofres públicos. A compra foi feita com base em uma licitação do Tribunal de Justiça de Alagoas — porque, claro, quando se trata de conforto, o critério técnico vira almofada. E como transparência virou artigo decorativo, a nota de empenho desapareceu do sistema do MPMS, mesmo após atualização recente. O povo senta no banco duro da realidade, mas no parquet, o que importa é o conforto.

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