
O que mais entristece nessa votação da Câmara Municipal não foi a vitória da prefeita. Derrotas políticas fazem parte do jogo democrático.
O que dói, o que revolta, o que marca é outra coisa: foram os que se curvaram. Os que se apequenaram diante de uma situação tão difícil vivida pela população de Campo Grande.
Enquanto o povo clama, sofre e aperta as contas para sobreviver, parte da Câmara escolheu o silêncio confortável. Escolheu baixar a cabeça quando deveria erguer a voz. Escolheu o alinhamento quando deveria escolher o povo.
Campo Grande vive um momento duro. Uma população machucada, cansada e sem ter de onde esperar mais nada ainda acreditava que, ali, naquela Casa, estava sua última esperança.
E o que aconteceu?
Nada.
Não foi apenas uma votação. Foi um recado.
E o recado que ficou é que, para muitos, o plenário pesa menos que a pressão.
Mas a memória da população é maior do que qualquer articulação de bastidor.
E ela não esquece.