Prefeita veta o que não vive

Com a caneta numa mão e a indiferença na outra, Adriane Lopes vetou um projeto aprovado por unanimidade na Câmara Municipal que facilitaria o repasse de recursos para mães atípicas cuidarem de filhos com deficiência. A proposta não criava despesa nova, apenas dava agilidade ao cumprimento de decisões judiciais, aquelas mesmas que o município insiste em arrastar com burocracia e descaso. O veto escancara a distância entre o discurso de empatia e a prática do abandono institucional. Difícil falar em inclusão quando o próprio poder público vira as costas para quem mais precisa.

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