Praça some do mapa e reaparece como negócio da China

Em Campo Grande, a praça do Itamaracá saiu do lazer público e entrou no carrinho de compras. Segundo dois advogados, Adriane Lopes vendeu, na surdina, uma área de 8.809 metros quadrados, sem autorização da Câmara e sem leilão, como manda a lei, e ainda por valor suspeito. A prefeita, que em campanha prometeu preservar o espaço, agora entrega escritura por R$ 2,8 milhões à Agropecuária 3Ab, enquanto os moradores ganham pó de asfalto e perda de sombra. Adriane antes falava em leiloar por R$ 2,4 milhões, desistiu quando precisava de voto e fechou negócio depois que a poeira baixou. Os autores dizem ter confirmado tudo por matrícula e escritura e pedem liminar para travar a operação. No roteiro, a praça vira ativo, o cidadão vira figurante e a legalidade vira obstáculo que se contorna com silêncio.

Compartilhe
Também estamos de olho
© 2024 O Consumidor News
Desenvolvido por André Garcia - www.conffi.com.br