Obra pública, custo privado e vergonha coletiva

Prometida como símbolo de revitalização urbana, a obra da antiga rodoviária de Campo Grande virou exemplo de como uma gestão pode se arrastar e ainda custar caro. Com dois anos de atraso e apenas um terço do prédio municipal incluído no projeto, o “avanço” chegou à impressionante marca de 45% de acréscimo no valor inicial, saltando de R$ 16,5 para mais de R$ 24 milhões. Desde que Adriane Lopes assumiu o comando da cidade, o que se viu foi um canteiro de obras quase parando e uma conta pública acelerando. Campo Grande paga caro para ver pouco ou quase nada. Enquanto isso, a prefeita se dedica a inaugurar placas e ensaiar discursos sobre “compromisso com a cidade”. Obras? Só no marketing.

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