O Consumidor News 473

Há processo no Juizado Especial de Campo Grande que completa mais de uma década em tramitação e a coincidência não passa despercebida quando, na banca que defende o autor, figura o nome de filho de desembargador, cenário em que o tempo parece respeitosamente suspenso. Já quando o cidadão comum chega representado por advogado sem sobrenome ilustre, o tratamento muda de ritmo e o processo é rapidamente extinto, quase como um despacho automático, transferindo ao causídico a ingrata missão de ajuizar nova ação para tentar salvar o direito do cliente. A Justiça que deveria ser célere e igualitária mostra que, para alguns, o relógio para, e para outros, corre rápido demais.