Normalizar o inaceitável é escolha política

Denúncias graves não são “ruído”. Não são fofoca. Não são detalhe administrativo.

Quando surgem relatos de possíveis casos de abuso sexual ligados a estruturas da gestão municipal, o mínimo esperado não é discurso ensaiado nem silêncio estratégico. É ação imediata.

O que se vê, porém, é uma tentativa constrangedora de manter a aparência de normalidade. Agenda positiva. Fotos. Eventos. Sorrisos.

Mas há algo que não se tapa com coletiva nem com postagem institucional: a gravidade dos fatos denunciados.

Gestão pública não é palco. É responsabilidade.

Se há investigação, que seja transparente.
Se há suspeitas, que sejam apuradas com rigor.
Se há vítimas, que sejam acolhidas — não invisibilizadas.

Fingir que nada acontece é uma decisão.
E toda decisão política tem consequência.

A cidade merece respostas — não maquiagem administrativa.

Silêncio, nesse caso, não é prudência.
É omissão.

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