
Enquanto o Judiciário de Mato Grosso do Sul lavava as mãos e mantinha intocada a posse da milionária Fazenda Vai Quem Quer nas mãos do casal acusado de golpe, o Ministério Público tenta, com certo atraso e alguma dignidade, desfazer o circo de horrores judiciais. A propriedade de R$ 15 milhões, adquirida em meio a uma negociação digna de roteiro policial, foi “abençoada” por desembargadores afastados na Operação Ultima Ratio, que revelou o que já se sussurrava nos corredores: sentença tem preço. No teatro da moral seletiva, o MPMS cobra a devolução do bem para evitar condenações criminais, enquanto a Justiça cível segue inerte, como quem assina recibo de impunidade. O nome da fazenda não poderia ser mais profético: vai quem quer… fica quem paga.