Marcha da contradição

Na mesma data em que Campo Grande celebrou seus 126 anos, a Marcha para Jesus chegou à 33ª edição, envolta em rezas, shows e discursos de fé, mas também mergulhada em uma contradição difícil de ignorar: enquanto seus organizadores juram que o evento não tem caráter político, a própria página oficial da Marcha foi usada para convocar seguidores para carreata e motociata contra o STF e o presidente Lula, em apoio a Jair Bolsonaro. Nem a bênção do presidente do Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul, Wilton Acosta, que já havia rebatido críticas sobre a festa ser “balada gospel” e negado uso político, conseguiu apagar o fato de que, nas redes sociais, a Marcha cruzou a fronteira entre altar e palanque.

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