Lixo de luxo e urgência seletiva

Na cidade onde o matagal engole praças e os cachorros de rua desfilam nas portas dos postos de saúde, a elite empresarial finalmente sentiu o cheiro da gestão Adriane Lopes. A Fiems, em nome dos grandes geradores de lixo — leia-se indústrias e empresas robustas — entrou em modo pânico e correu à Justiça para pedir mais 120 dias de prazo antes que seus resíduos deixem de ser recolhidos pela CG Solurb. O motivo? Risco de prejuízos operacionais, colapso logístico e, claro, “um problema sanitário sem precedentes”. Engraçado… quando o lixo é da periferia, ninguém fala em urgência, muito menos em “precedente”. Mas basta o chorume ameaçar respingar nos engravatados que até a federação vira ambientalista de ocasião.

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