Liberdade em série

Mal esfriou a tornozeleira de Waldir Neves, Iran Coelho das Neves já correu para garantir a dele, ou melhor, para se livrar dela. Também denunciado na mesma ação da Operação Mineração de Ouro, o ex-presidente do Tribunal de Contas agora quer surfar na onda do habeas corpus estendido e voltar ao cargo depois de dois anos e quatro meses de monitoramento eletrônico. A alegação é a mesma: excesso de prazo. Mas, convenhamos, quando a Justiça dorme em berço esplêndido, basta um empurrãozinho no STF para transformar tornozeleira em souvenir e denúncia em mero detalhe. Se continuar nesse ritmo, o único sinal de que houve um escândalo será o rastro de editais no Diário Oficial e o silêncio constrangedor das instituições.

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