
A Santa Casa de Campo Grande segue operando no limite do improviso e da resistência humana, com 70 pacientes amontoados na espera por cirurgia ortopédica enquanto profissionais cruzam os braços por salários atrasados e gestores cruzam os dedos à espera de repasses que nunca chegam. Entre promessas de pagamento firmadas com o poder público, o hospital admite que nenhuma competência médica foi quitada e que trabalha no modo sobrevivência, mantendo pacientes na chamada pré-ortopedia conforme a gravidade do quadro. Depois de já ter alertado para risco de fechamento e morte de pacientes, a instituição agora repete o roteiro conhecido em Campo Grande: atendimento precário, crise financeira permanente e a velha aposta de que a fila ande mais rápido do que a responsabilidade dos gestores públicos.