Escuridão que protege o agressor

Enquanto discursos oficiais prometem segurança e cuidado com a cidade, uma mulher do Jardim Nhanhá vive sob ameaça real de morte porque a iluminação pública simplesmente não funciona, permitindo que o ex-marido, já acusado de tentativa de feminicídio e hoje foragido, se esconda no escuro para persegui-la após o trabalh. Há quatro meses ela pede uma lâmpada, não um favor, mas a resposta é o silêncio do poder público, que transforma a falta de luz em cúmplice involuntário da violência, obrigando a vítima a gritar por socorro para sobreviver, enquanto quem deveria garantir o mínimo de segurança parece confortável demais para apertar um simples interruptor.

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