Entre o dever e a propaganda

Em Rochedo, o pagamento dos servidores foi anunciado nas redes sociais da Prefeitura como se fosse um marco administrativo.

A publicação veio acompanhada de tom comemorativo, como se estivéssemos diante de uma grande conquista de gestão.

Mas convém lembrar: cumprir obrigação não é feito extraordinário. É o mínimo esperado de qualquer administrador público.

Servidor não presta favor ao município. Trabalha.
E salário não é benefício eventual — é compromisso assumido.

Nos bastidores políticos, a leitura é discreta, porém objetiva: quando o básico precisa ser elevado à condição de manchete, talvez falte o que apresentar além dele.

Gestão pública não se mede por autopromoção do dever cumprido, mas pela capacidade de entregar avanço real à cidade.

Rochedo sabe distinguir eficiência de publicidade.

E, no fim das contas:

O mínimo não é conquista.

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