O Consumidor News 473

O juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, conhecido por julgar casos de improbidade, resolveu mirar os refletores para dentro do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Reprovado em processo de promoção por merecimento, ele recorreu ao CNJ denunciando um “jogo de cartas marcadas” na escolha de desembargador, apontando apadrinhamento, acordos prévios e até notas misteriosamente ausentes de sua avaliação. Em tempos normais, isso já seria grave. Mas em um TJMS onde cinco desembargadores foram afastados por suspeitas de corrupção, soa quase como mais um capítulo de uma série em que a moralidade sempre perde para o corporativismo. Justiça cega? Em Mato Grosso do Sul, parece que ela enxerga, mas só quem está na mesa do jogo.