Capital da vergonha alheia

Nem TAC, nem vistoria, nem ação do Ministério Público conseguem arrancar da Prefeitura de Campo Grande o mínimo de dignidade para a população em situação de rua. A 67ª Promotoria dos Direitos Humanos já cansou de tentar o diálogo e agora ajuizou três ações contra o Município, destacando o cenário de abandono e degradação do Centro POP e das Unidades de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFAs) I e II. A última ação, de 10 de julho, expõe um retrato digno de filme de terror: superlotação, banheiros sem portas, mofo, fiação exposta, bichos peçonhentos e zero acessibilidade. Tudo isso sob os olhos fechados da gestão Adriane Lopes, que segue ignorando a dignidade humana como se fosse item opcional de governo.

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