BOMBA NA SAÚDE DE CAMPO GRANDE: BASTIDORES APONTAM AVANÇO DA PRIVATIZAÇÃO EM UNIDADES ESTRATÉGICAS

Uma movimentação silenciosa — e extremamente preocupante — começa a ganhar forma nos bastidores da saúde pública de Campo Grande. Informações que circulam entre servidores e lideranças sindicais indicam que a gestão municipal estaria preparando um passo ousado: a entrega de unidades importantes do SUS para Organizações Sociais (OS).

Segundo relatos, uma reunião não oficial já teria ocorrido entre o coordenador do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e o secretário de Saúde, Dr. Marcelo Vilela. O tema? A possível terceirização — ou, como muitos já classificam, privatização velada — de serviços essenciais.

📌 E o que estaria em jogo?

Nos corredores da secretaria, o que se comenta é grave:
• UPAs Santa Mônica e Moreninhas
• CRS Coophavilla e Aero Rancho

Essas unidades poderiam ser repassadas para gestão de OS — um modelo que, embora defendido por alguns como alternativa administrativa, é visto por muitos como porta de entrada para a precarização do serviço público.

⚠️ Impactos diretos já preocupam servidores:
• Desvalorização dos profissionais efetivos
• Pressão por metas e produtividade
• Relações de trabalho mais frágeis
• Redução de plantões e queda na renda
• Perda de autonomia técnica
• Enfraquecimento da categoria

Nos bastidores, o clima é de tensão. Há quem diga que a proposta pode ser levada ao plenário do Conselho Municipal de Saúde já na reunião do dia 25/03 — o que acendeu o alerta máximo entre sindicatos e trabalhadores da área.

📢 Mobilização em curso

Diante da gravidade do cenário, entidades como o SISEM e representantes sindicais já articulam uma grande mobilização. O chamado é direto: ocupar espaços, pressionar decisões e defender o SUS.

A fala é firme e ecoa entre os profissionais:

“Saúde pública não é mercadoria.”

O receio é que, sob o argumento de eficiência, esteja sendo desenhada uma mudança estrutural que pode alterar profundamente o modelo de atendimento na Capital — com consequências diretas para quem trabalha e, principalmente, para quem depende do sistema.

🔎 E a pergunta que não quer calar:
essa proposta já está pronta — ou ainda pode ser barrada?

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