Bastidores do poder

Nos corredores da administração municipal, cresce o desconforto com a condução do IMPCG sob o comando de Marcos Tabosa. Servidores e observadores atentos já comentam, em tom cada vez menos discreto, que o instituto responsável por cuidar da previdência dos servidores estaria sendo conduzido como se fosse uma extensão da igreja da qual o diretor é membro.

O problema não é fé — cada um tem a sua e ela merece respeito. O problema começa quando a linha entre gestão pública e convicções pessoais fica nebulosa. Órgão público não pode virar território de preferência religiosa, nem palco para alinhamentos que fogem do interesse coletivo.

Entre funcionários, a sensação é de que o instituto corre o risco de perder o foco naquilo que realmente importa: gestão técnica, responsabilidade financeira e respeito aos servidores que dependem do sistema previdenciário.

Nos bastidores, a pergunta que começa a ecoar é simples e incômoda:

o IMPCG está sendo administrado como instituição pública… ou como sucursal de igreja?

Porque quando a fronteira entre fé e administração pública se confunde, quem paga a conta — como sempre — é o servidor.

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