
Com a ousadia típica de quem governa à margem da legalidade, a prefeita Adriane Lopes vai deixando para trás qualquer sinal de responsabilidade fiscal. Segundo revelações feitas na CPI do Consórcio Guaicurus, ela continua utilizando recursos “carimbados” da Agetran e Agereg para cobrir despesas gerais da Prefeitura — prática que perdeu o respaldo legal com o fim da vigência da DREM em 2023. O que antes era permitido por emenda constitucional virou, agora, possível pedalada institucional. Enquanto a vereadora Ana Portela confirma que haverá indiciamentos e Marquinhos Trad denuncia o desvio de finalidade dos recursos, Adriane insiste em conduzir a administração como se as regras fossem opcionais. Em Campo Grande, quando o semáforo da legalidade fecha, a gestão simplesmente avança no vermelho.