Acordo para inglês ver e crianças autistas que esperem

Adriane Lopes segue colecionando promessas que evaporam no ar enquanto famílias de crianças autistas voltam à Justiça para cobrar o básico que a prefeita já havia se comprometido a fazer. O acordo que previa a convocação de 306 professores de apoio virou peça decorativa e a Associação de Pais e Responsáveis Organizados pelos Direitos das Pessoas com Transtornos de Espectro Autista (PRO D TEA) precisou recorrer ao mandado de segurança coletivo para lembrar a administração que crianças com deficiência não podem ser tratadas como rodapé de orçamento. Após um edital com 2.286 aprovados e só 415 convocados, a Prefeitura parece acreditar que inclusão se resolve com discurso, não com profissionais em sala de aula. Enquanto 1.871 docentes seguem aguardando e milhares de crianças continuam desamparadas, a gestão insiste em fingir que cumpre o que assina, numa coreografia já conhecida em que quem paga o preço é sempre quem mais precisa.

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