A crise que só aperta para quem trabalha

Enquanto a prefeita Adriane Lopes chora miséria em público e corta salários de servidores, sua roda de confiança parece viver em outro país, um onde crise é sinônimo de aumento e verba secreta cai do céu. Em pleno colapso financeiro, a concunhada Thelma Lopes recebeu R$ 37 mil, mais que o próprio governador, e ainda teve o luxo de não sofrer desconto algum. As secretárias Andréa Rocha, Camilla Nascimento e Márcia Hokama também entraram no clube dos supersalários, onde a matemática da gestão é simples: o trabalhador comum aperta o cinto e o alto escalão alarga o contracheque. A prefeita fala em sacrifício coletivo, mas pelo visto o coletivo dela é bem seletivo e só cabe quem assina o decreto ou compartilha o sobrenome.

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