A arte de premiar quem deve

Para Adriane Lopes, nada combina mais com a crise habitacional do que entregar R$ 17 milhões a uma ONG enrolada em denúncias de calote. A Conssol, que desde 2023 não consegue explicar um débito de quase R$ 1 milhão com uma empreiteira, agora vira parceira de luxo da prefeitura para tocar ações sociais, eventos comunitários e até regularização fundiária. O pacote promete três anos de repasses milionários enquanto a população ainda tenta entender como uma organização sob questionamentos virou protagonista de chamamentos públicos na Emha. A prefeitura, claro, faz cara de paisagem, como se transformar acusados de inadimplência em gestores de programas habitacionais fosse apenas mais um detalhe na vitrine de decisões brilhantes da atual gestão.

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