Caos na saúde expõe incompetência e vaidade política de Adriane Lopes

A saúde pública de Campo Grande vive um dos piores momentos de sua história recente. Em meio à falta de medicamentos, escassez de profissionais e equipamentos quebrados ou inexistentes, a população assiste, atônita, ao completo desmonte de um serviço essencial. No centro dessa crise está a prefeita Adriane Lopes, cuja gestão tem sido marcada por omissão, desorganização e decisões pautadas por vaidade política em vez de responsabilidade administrativa.

Nas unidades básicas de saúde, mães e idosos se amontoam em filas sem qualquer garantia de atendimento. Faltam remédios básicos, seringas, termômetros, luvas e gaze. Consultas são canceladas por falta de médicos e exames são constantemente reagendados por ausência de insumos ou aparelhos funcionando. Em muitos postos, faltam até mesmo materiais para curativos simples.

O que causa indignação é que parte desse caos poderia ter sido evitado. Segundo fontes de dentro da própria Secretaria Municipal de Saúde, o Governo Federal ofereceu à capital mais de 200 médicos, por meio de programa emergencial, para reforçar o atendimento nas unidades de saúde. A prefeita, no entanto, recusou o apoio, e tudo indica que por razões políticas. Como a ajuda vinha da gestão do presidente Lula, do PT, Adriane Lopes preferiu dizer “não” à saúde do povo a aceitar colaboração institucional do Partido dos Trabalhadores.

Essa decisão, vista como um gesto de orgulho e cálculo eleitoral, gerou revolta até entre aliados da prefeita. Afinal, negar reforço médico em meio à sobrecarga das unidades de saúde não é apenas uma escolha administrativa, é um gesto de desumanidade.

Outro exemplo claro do colapso administrativo está nas ambulâncias da cidade. Campo Grande possui veículos novos, adquiridos com recursos públicos, que seguem parados em pátios. O motivo? Má gestão. Enquanto isso, a Prefeitura opta por alugar ambulâncias de uma empresa privada, com contratos que somam cifras milionárias, beneficiando fornecedores de fora do Estado.

O cenário nas UPAs e postos de saúde é de improviso. Em algumas unidades, profissionais atendem sem equipamentos adequados, remanejando o que podem para manter ao menos os casos mais urgentes sob controle. Médicos, enfermeiros e técnicos têm denunciado, ainda que de forma velada, a falta de suporte mínimo para o exercício da profissão. “Estamos apagando incêndio com um copo d’água”, relatou um profissional da UPA Vila Almeida, sob condição de anonimato.

A prefeitura, por sua vez, segue apostando em propaganda. Outdoors, vídeos institucionais e discursos ensaiados tentam maquiar uma realidade que salta aos olhos de qualquer cidadão que dependa do SUS na capital. O contraste entre a publicidade institucional e a dor da população é gritante.

Famílias em busca de atendimento circulam por diferentes unidades, muitas vezes sem conseguir vaga nem sequer para uma consulta. Crianças com febre

alta são mandadas de volta para casa e pacientes com doenças crônicas enfrentam a suspensão de tratamentos por falta de medicamentos regulares.

A situação é de calamidade, e não há como atribuí-la a fatores externos. Trata-se do reflexo direto de uma gestão que abandonou a responsabilidade de governar com humanidade. A prefeita Adriane Lopes, ao priorizar disputas políticas e contratos questionáveis, virou as costas para a população que jurou proteger. E a saúde de Campo Grande, infelizmente, paga essa conta com dor e sofrimento.

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