
Assis e a força-tarefa: todos os cuidados estão sendo tomados para situações extremas. (Foto: Redes Sociais).
A chegada do El Niño e a sucessão de tempestades que começou a acontecer em Campo Grande e outros municípios de Mato Grosso do Sul estão sendo acompanhados com a máxima atenção pela Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos). Na quarta-feira (14/09), quatro dias depois do violento vendaval que castigou a Capital e causou graves estragos, o presidente da Agência, Carlos Alberto de Assis, reuniu-se com representantes das concessionárias de energia, água, rodovias e das empresas de transporte intermunicipal.

“Além de avaliar os impactos do avassalador evento climático e fazer uma discussão sobre o que ainda precisa ser feito em relação ao que aconteceu, alinhamos protocolos e estudamos soluções para fortalecer os planos de contingenciamento”, explicou Assis.
Ele afirmou que a Agems e as demais entidades públicas e civis estão prontas para agir de forma integrada em campanhas preventivas e ações de enfrentamento adequado para prestar orientações, assistência e apoio. “O fundamental, além desta mobilização, é agir com cuidados operacionais orientados tecnicamente, adotando recursos e conhecimentos científicos para situações extremas”, salientou.
Além de diretores e coordenadores de câmaras técnicas da Agesul, participaram da reunião representantes da Energisa, Neoenergia, Sanesul, MS Gás, Way, Caminhos da Celulose e Rodosul, que é a interlocutora do transporte intermunicipal.
A partir do vendaval do dia 10 a Energisa pôs em ação 800 profissionais de seus estados para restabelecer os serviços de fornecimento de energia. Foram retiradas 257 árvores que interferiram na rede elétrica e substituídas 196 estruturas da rede. No temporal, o mais rigoroso na história da cidade, os ventos ultrapassaram os 80km/h.

Integração
Assis disse que a Agência trabalha com a previsão de um El Niño mais intenso entre novembro e dezembro. “A Agems vem coordenando esse trabalho integrado, que antecipa cenários, compartilha informações e fortalece a resposta aos eventos extremos”, afiançou.
A interlocução com universidades, institutos e bases científicas é permanente. Um dos órgãos de referência para a Agesul é o Inmet ( Instituto Nacional de Meteorologia, dirigido pelo sulmatogrossense Nano Jurgielewicz.
O Inmet elevou o nível de atenção e colocou Campo Grande sob alerta laranja (perigo) depois do vendaval, após a sequência de temporais severos que atingiram a cidade em setembro de 2026.
Com o status da Capital subindo do amarelo para o alerta laranja, surge o risco de novos danos estruturais e transtornos urbanos. Os novos avisos meteorológicos apontam para acumulados de chuva de 50 a 100 milímetros/dia e rajadas de vento que podem atingir entre 90 km/h e 100 km/h, com riscos iminentes de queda de granizo, novos alagamentos e cortes de energia.